quarta-feira, 3 de julho de 2013

Paixão além da janela

Todas as noites durmo olhando a janela,
durmo pensando nela lá fora,
lembrando de como sempre a admirei.
Seu brilho na noite é tão belo que
por mais distante que esteja me ilumina.
Lua, linda e cheia. Como te admiro.
Lembro dos sonhos que te contei,
das vezes que eu aqui sozinho e você
de onde está ficamos conversando,
horas e mais horas de muito prazer,
dias e dias de muitos olhares.
A noite que nos permite troca de olhares
passa tão rápido, mal vejo quando caio
no sono e você se vai. Olho novamente
a janela e lá fora você não está, triste
eu não vejo a hora da noite chegar.


Gustavo Freitas

terça-feira, 11 de junho de 2013

Ela Autêntica

É Arnaldo, bem q avisastes.
Eu quase não acreditei quando
falastes sobre essa mulher,
Ela quer viver, ela é autêntica.
Não que ela seja só, mas apenas ela.
Ela goza do prazer da sua ausência,
sabe aproveitar o mundo sem você.
Mas Arnaldo, essa mulher ainda ama
tem paixões vou provar a você,
ela tem desejo, eu posso ver.
Mas ela goza na sua ausência.
Não se preocupe, ela tem orgasmos.
Ela sente sua pele, ela divide seu travesseiro.
Ela é quente, ela quer você.
Arnaldo, como é apaixonante essa mulher.
Talvez seja melhor deixar essa mulher.
Talvez ela tenha um namorado,
pode ser q seja errado.
Eu sei quando dar valor,
eu sei que alguém está para chegar.
Vou ouvir seus conselhos, vou viver
essa aventura, vou deixar a outra passar.
Pode até ser que dê certo.
Eu penso que realmente vou gostar.

Meu amigo, essa mulher...essa mulher...
Vou dançar, vou dançar...

Gustavo Freitas

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Caminhos traçados

Já fui empresário, já fui perfumista,
já fui príncipe, já fui guerreiro.
Sou o que sou e não mudei minha face,
vivi e chorei, amei e perdoei.
Em minha jornada obtive
mais sucessos que fracassos.
Sonhei, lutei, corri pelo mundo.
Cada descoberta foi única.
Minha identidade é minha alma,
minha vida meu guia.
O que conquistei só eu sei.
O que me fascinou hoje guardo na lembrança.


Gustavo Freitas

domingo, 2 de junho de 2013

Martírio

O fardo teve seu peso aumentado,
o corpo tomou formas inesperadas.
Desespero, insanidade, loucura.
A alma se foi, largou sua veste corpo
e foi tomar um ar de refúgio.
A mente perturbada se revela,
sorri gargalhadas de tensão.
Por quais caminhos andou?
Viveu este nos prazeres da carne?
Este corpo não sente nada mais,
esta pesado, imperfeito. Claro,
são as conseqüências do seu desespero.


Gustavo Freitas

domingo, 19 de maio de 2013

Gostinho de infância


Hoje encontrei uma velha bola capotão,
e com uns amigos e na rua como na infância,
jogamos o famoso “controlinho”, que saudade.
Antes na inspiração e sonho em ser o camisa 10,
agora na alegria de reencontrar um passado.
Foi mágico, foi como voltar a ser criança,
com sensações diferentes claro, é
reviver o que já foi extinto, as crianças
de hoje não sabem o que é isso. Jogamos
ainda o velho golzinho, com gols feitos
com o chinelo, e então os quatro marmanjos
se transbordaram em risadas. O placar,
pouco nos importa, aquele gostinho de
infância revivida, aquela sensação de
um carro vir e atrapalhar o futebol moleque,
de andar descalços na rua como a tempos atrás.

Gustavo Freitas

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Cada um com a sua


Maluco é aquele que não sabe
viver com sua loucura, não sabe
fazer de seu mundo um manicômio.
Olhar no espelho e encarar a sua face,
olhar para dentro sem pensar no de fora.
Ser maluco é cada dia
cuidar da sua maluquice, ter feito
a sua esquisitice e ser feliz.
Ser doido é que é coisa boa,
é ter todas as chaves e mesmo assim
ainda se perder as vezes ao usá-las.
Enfim, seja humano. Transcenda-se desvairado.

Gustavo Freitas

terça-feira, 2 de abril de 2013

É, foi


Foi...
Foi sem querer, ao acaso.
Foi encontrado, foi maravilhoso.
Como foi gostoso.
Caso ao acaso, caso perdido,
caso engraçado, caso arrumado,
mas foi o acaso mais caso.
Agora é, é bonito,
é diferente, desavindo da espécie,
único, imensurável sabor de felicidade.

Gustavo Freitas

segunda-feira, 18 de março de 2013

Eu Torre e você Lua


Oh Lua, que formas têm a Terra ai de cima?
Diga Lua, como você me enxerga?
Eu vejo em você que vive na escuridão
um guia, uma luz, muito das vezes rebatida
mas que ilumina, que transforma!
Observo a torre e você, vejo sua grandeza.
Uma magnitude sem fim, você e a torre,
esse pilar, uma fortaleza talvez, para os mais religiosos
o refúgio que já foi ocupado por escravos.
Me indago, será essa a maior beleza?
A foto congelou o tempo deste instante,
e, eternamente você Lua e eu Torre ficamos juntos.
 Foi marcante, eu Torre e você Lua, nós em meio a
essa imensidão de nuvens. Na fotografia para sempre.

Gustavo Freitas

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Viver


A vida é uma passagem,
uma mudança infinita de escolhas,
de objetivos e de fases.
O sentido da vida
se faz de intensas transformações,
de variáveis sensibilidades
e acima de tudo, do momento.
Viver está acima de amadurecer,
sabedoria e conhecimentos em conjunto,
para decisões inesperada ou não.
E para viver, têm de dar-se,
doar-se ao próximo, ao desconhecido,
têm de ir ao encontro do mundo.'

Gustavo Freitas