domingo, 9 de dezembro de 2012

Perfumes, flores, artistas e poetas

Já se foi o tempo em que sentia perfumes,
já se foi o dia em que admirava-os.
Hoje perfume não tem cor,
o cheiro não tem flor.
Já se foi o tempo em que enxergava colorido,
já se foi o dia em que o dia tinha sua bela cor.
Hoje os meus dias são tão meus,
e os dias de ontem não tem valor.

Os dias passam e os artistas mudam,
os anos passam e os poetas também.
Não se há um dia em que o artista vira poeta,
nem o dia em que o poeta vira artista,
nem o dia em que nenhum dos dois faz sentido.


Gustavo Freitas

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Mais que exposição


Expressar-se, experimentar-se, tocar-se.
vale a pena sentir-se,
Experimentar o caótico, viver um lapso.
Viajar em meio minhas experiências,
ensaiar, por meio da pele,
provar, por meio do mundo,
tentar, por meio da arte.
Sentir-se, ter-se, receber-se.
passar por uma forma de expor-se,
e então adestrar-se, experiensiar-se.
Ato, conclusão e ser.

Gustavo Freitas

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Poema de vento


Que o poeta é incompreendido
é fato consumado, é de entendimento geral.
mas o que ele é atemporal
é inexplorado, é inimaginável.
Um poema é imortal,
suas palavras valerão para a eternidade,
seus pensamentos viajarão o mundo,
é um patrimônio de quem o ler.
O poema de vento,
toma ares novos,
toma formas novas,
em vozes que se fazem vida,
vidas transformará.

Gustavo Freitas

domingo, 11 de novembro de 2012

Ensaiando o tédio


Às vezes me pergunto se esse tédio de um final de semana acontece somente comigo ou se alguém mais o conhecesse. É estranho esperar uma semana para sentir essa sensação quase que inexplicável, como se uma parte de você fosse arrancada. Não é por falta do que fazer, não é por falta de companhia, o tédio simplesmente se implantou em mim.
Hilário, um final de semana é sagrado, são os nossos dias. Temos um pouco mais de vinte e quatro horas de diversão, este templo claro descontado nas horas em que ficamos dormindo. Então, eis que aparece o tédio, desnecessário. O tédio faz qualquer situação ficar ruim, o lugar perde seus encantos e as pessoas o interesse.
Dominador, envolvente assim é como ele se comporta, e sem que percebamos, se instaura em nosso interior e modifica tudo aqui dentro. Esse sentimento humano que exalta a falta de estímulo, a sensação de que o tempo não passa é enorme, será isso excesso de tempo livre ou de extrema depressão? Tédio.
Vazio, agora é o momento em que nada se faz necessário, é a partir daí que as atividades são esquecidas e já não faz mais diferença em entre comer e ir ao banheiro, de ver um filme ou ler um livro, desde que claro estas sejam puramente descartadas por ele, mais uma vez o tédio.
Frustração, incertezas, inerência, incapacidade, insatisfação, por fim infelicidade. Os ins tomaram conta do corpo, já não reage, e ali deitado fica por horas. O turbilhão de pensamentos dentro da cabeça não para, o corpo parece perdido e não responde. O que era dia vai se tornando noite e por ali o corpo continua alienado, complexado, com fome me levanto e vou comer, já é hora de dormir.

Gustavo Freitas

domingo, 4 de novembro de 2012

Serei ser


É fácil admirar,
e mais fácil ainda gargalhar.
É muito bom ser amado,
e ter de tomar a forma.
Fazer-se a partir de um molde,
moldar-se a partir de um singelo.
Tornar-se um corpo de carne,
eu queria ser o filho.
Eu queria ser o amado,
o singelo romântico,
o passo mais simples,
a subida menos íngreme.

Gustavo Freitas

sábado, 27 de outubro de 2012

Vozes

Por que sempre a sós?
Por que faz tantas perguntas?
Vivemos nos debatendo aqui dentro.

Já nos desgastamos demais,
um monte de perguntas distintas.
Já não sei qual se sobressai,
essa mistificação intensa nos confunde,
essa mistificação nos torna metáfora.
Se estou triste, se estou feliz,
se está triste, se estamos felizes.
Vozes, teatros, monólogos, diálogos!
Cerebral, um intenso pensar eufemista!

Gustavo Freitas

domingo, 14 de outubro de 2012

Princípios


Amar, o princípio da saudade.
O misturar de situações adversas,
o fato de que nada é controlado.
Chega a ser uma brincadeira perigosa.
Se me afasto, é porque quero me aproximar.
Se não te procuro, é porque quero te encontrar.
Amar, o princípio da saudade.
O turbilhão de sensações e emoções,
O fato de que nada é programado.
Chega a ser uma brincadeira gostosa.
Se não te vejo, é porque quero muito te ver.
Se não te respondo, é porque quero manter o mistério.

Gustavo Freitas

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Perfume

Isso é bom ou ruim?
Tem pergunta que não tem resposta,
é tão óbvia que se faz sentença.
Tem pergunta que

foi feita pra quem perguntou,
a resposta vem dela.
Um perfume sempre diz muito,
um perfume nos traz lembranças.
Pode-se dizer que um perfume
deixa sua marca...uma pessoa,
um lugar, um sonho. Sim, é muito bom!

Gustavo Freitas

domingo, 9 de setembro de 2012

Reflexão


Não se prenda a títulos e temas,
mas sim na essência.
Faz-se necessário
trabalhar a eventualidade,
nem sempre é certo pular
barreiras intransponíveis,
porém com conhecimento
estas se tornam apenas obstáculos.
Não esqueça que você
é dono do seu caminho,
faça disso a sua vantagem.

Gustavo Freitas

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sensação espaço


Espaço, é difícil de falar 
do que falta aqui dentro.
Espaço, é difícil de falar
do que sobra aqui dentro.
Conturbado, confuso, perdido.
Espaço de mais, espaço de menos.
Muita informação, o tempo não para.
O espaço se conforma, se conforta.
O tempo passa mais um pouco,
e o espaço fica menor, se aperta.
O espaço é você, e você é seu espaço.
Um completa o outro, ambos tem
uma ligação forte, porém tamanhos diferentes.

Gustavo Freitas

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Outrora Aurora


Aurora preciso de suas idéias,
Outrora gostaria de seus pensamentos.
Aurora me incentiva a criatividade,
com seus conceitos diferenciados,
com sua ousada forma de falar.
Aurora, invada meu mundo da imaginação.
Transforme tudo em arte,
traga a mim a mais diferente das suas viagens.

Gustavo Freitas

domingo, 12 de agosto de 2012

Mar de poemas


Já tenho poemas futuros,
já tenho sorrisos guardados.
A inspiração se instaurou em mim,
veio galopante, empolgada e me envolveu.
Já tenho poemas futuros,
já tenho a frase feita.
A impressão moral é de extrema satisfação,
comovente, profunda em meus sonhos.
Já tenho poemas futuros...

Gustavo Freitas

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Dar-se-á


Um abraço apertado olhando as estrelas,
uma conversa sincera e verdadeira,
um momento para pensar, refletir,
tudo pronto para sonhar, um bom começo.
Paixão, uma boa definição!
O bater sincronizado dos corações,
uma situação daquelas, tão boa quanto
o brilho das estrelas lá no céu,
as estrelas tomam formas, uma escrita
foi iniciada, desenhada, formada por estrelas.
Dar-se-á nela tudo?

Gustavo Freitas

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Mensagem para você


É preciso fechar uma porta,
para que se abra uma outra.
É preciso virar uma página,
para que se possa ver a próxima.
Sempre no tempo correto,
sempre quando se precisa.
O tempo não falha, a vida é perfeita,
tudo o que acontece tem um propósito,
tem uma passagem a ser feita,
o objetivo nem sempre claro,
mas nas entrelinhas se faz presente!
Cuidado é essencial, paciência, harmonia.
Viva cada passo de uma vez, sinta a energia,
as pequenas coisas devem ser valorizadas,
as vezes mais que as grandes, nem tudo
é tão perfeito que não possa ser mudado,
e quando muito trocado, mas o que se escreve
ou o que se guarda, ai sim, vão acompanhar e
viver pela eternidade ao nosso lado.

Gustavo Freitas

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Amar é


É preciso aprender o significado da palavra amor,
mas não esse do dicionário, bem definido.
É preciso aprender na essência e viver a palavra.
Amar é mais que um ato, mais que um sentimento,
o amor é puro, ousado, mágico, carnal, carnal e não banal.

Gustavo Freitas

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O construir da dor


Dor, um sentimento que comove.
Dor, um sentimento que aproxima.
Há magia nesse sentimento tão triste,
há algo superior, e isso é importante.
O carinho, a emoção sempre vem
acompanhada, o apego, a atenção.
A dor nos ensina muito, e digo mais,
todos, todos um dia precisamos dela.
Na dor se descobre o amor, se descobre
a vida, a amizade, a perseverança, na dor
se descobre o caminho certo a seguir.

Gustavo Freitas

domingo, 1 de julho de 2012

Sem nome


Fulano, o galanteador.
Um oi disfarçado,
e ela a sorrir...
Eis que oi se foi,
ela vira as costas e se vai.
Laços se rompem, laços se criam!
O impressionante estava nela,
então como quem não quer nada,
volta, rouba aquele beijo,
sem explicação, sem emoção.
Um arrepio, uma caricia,
um sorriso arrancado...
Por fim, vira as costas,
sem nome, sem referencias
o galanteador ficou...

Gustavo Freitas

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Banho de lua


Ela estava crescente, crescendo...
A lua parecia um sorriso de um gato,
inspirava uma rede para dormir, 
linda, iluminada iluminadora,
misteriosa, mística, mítica.
É engraçado quando a vejo,
é que eu assusto quando a vejo tão bonita!
Nessa hora, apago as luzes e aprecio,
são os dias mais lindos, a lua mais perto da terra...
Ela em observar a lua como um ato interno involuntário,
e a analisar a beleza como se fosse tudo pra ela,
ela como espectadora de si.
Sem palavras por tal momento.
Ela e a lua, a lua ela, ela ela...
Era ela lua ou ela e a lua?
Eis que a lua que não tinha olhos certos,
queria alguém que a observasse com certos olhos!
Um alguém distante observava quieto...
Olhos que brilham, que seduzem e são seduzidos,
olhos que brilham com a intensidade da lua...
Noite linda, filosofante apaixonante!
Aposto que o sonho jamais será esquecido.
Mas quem? Ela ou a lua? Ou a lua e ela?
Ou ela que é a lua? Seria ela e a lua?
É recíproco, refletido no brilho lunar e
ao encontrar dos olhos, e o olhar profundo
tudo diz, ela era a lua, e a lua era para ela...
O espelho salta aos olhos do observador da história,
ele apaixonado pela beleza dela e da lua, ou da lua ela...
Um olhar mais profundo ainda paralisa os olhares,
agora em sintonia e em transe, que noite, que lua!
A lua que não te deixa dormir, a lua que não quer
que certos olhos lhe desviem o olhar...
A arte é um descanso contínuo dos desafios do dia-a-dia,
a lua brilha, o olhar brilha, o leitor se prende
em uma paixão tão diferente, o descanso vem
em toda ação bem feita, em todo sucesso alcançado,
em todo gesto singelo de carinho, mas o sono chama o leitor,
ele se prende a lua e em seu olhar só vem ela, a lua, ela e a lua,
a lua ela, ele ficou perdido no caminho mais belo das artes...
Foi tudo perfeito, a lua ela, ela e a lua, a lua para ela,
jamais entenderão o sabor dessa lua! Hoje o leitor
vai dormir satisfeito, não fez tudo que precisava,
mas hoje ele foi artista de si, viveu uma obra única,
com palavras profundas de um romance perfeito...
Boa noite, durma bem e sonhe, sonhe lua!
E à uma hora dessas você já deve estar dormindo,
envio-te uma brisa com um beijo, que vai acalmar
tua respiração, o bater de teu coração, relaxar o teu corpo,
proporcionar-te um sono tranqüilo, com o som de um campo
florido e perfumado com flores do campo...
E o sonho foi tão profundo, tão intenso,
que as flores espalharam seu perfume
a brisa trouxe um conforto único...
Sim o beijo foi dado e da mesma forma que ele
que veio através do sonho foi devolvido na forma mais direta...
O beijo recebido e o enviado, ambos em um único trilho,
um lindo caminhar que só o tempo pode descrever
a forma e o laço que estes beijos foram trocados!

Gustavo Freitas

terça-feira, 5 de junho de 2012

Alma de infância


O palhaço bem ao centro do picadeiro, triste.
As crianças não mais riem, é comovente.
Honestamente ele se foi em um ultimo apelo em vão.
Ao fundo apenas uma criança chora, aquela
oculta a anos, a alma do artista palhaço.
Ela clama por vida! Hoje está nos sonhos,
na esperança... Penso que não mais espera
um amanhã, foi devastada por outros encantos,
e o que parecia pouco provável aconteceu,
a velha infância se foi com o palhaço.

Gustavo Freitas

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sonhos de uma viagem


Uma ilha, uma pequena vila.
Um mercadinho de interior,
uma simpática população.
O viajante passeia pela vila,
o  viajante se apaixona pela ilha.
Entre paisagens de praia e cachoeiras,
entre o aconchego e a diversão,
um encontro foi diferente,
foi mágico desde o inicio.
A bela e o viajante, como fora possível?

Gustavo Freitas

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Arte por arte


Se eu fosse escrever tudo que penso,
a poesia não se chamaria poesia,
e sim jornal.
A arte não seria arte,
 e sim uma pura descrição.
Um vento bêbado
intransiente tomou conta de mim,
Valorizo toda criação, a arte é maior,
 é feita de momento.
Um fato vira um conto,
um amor se torna romance,
e eu escrevo, conto, vivo e amo.

Gustavo Freitas

Enfim, o blog Em construção (gustavofreitas88.blogspot.com) agora virou Poesia em cheque, dando continuidade ao trabalho e postando novos poemas! Um abraço a todos os leitores!