quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Poema de vento


Que o poeta é incompreendido
é fato consumado, é de entendimento geral.
mas o que ele é atemporal
é inexplorado, é inimaginável.
Um poema é imortal,
suas palavras valerão para a eternidade,
seus pensamentos viajarão o mundo,
é um patrimônio de quem o ler.
O poema de vento,
toma ares novos,
toma formas novas,
em vozes que se fazem vida,
vidas transformará.

Gustavo Freitas

domingo, 11 de novembro de 2012

Ensaiando o tédio


Às vezes me pergunto se esse tédio de um final de semana acontece somente comigo ou se alguém mais o conhecesse. É estranho esperar uma semana para sentir essa sensação quase que inexplicável, como se uma parte de você fosse arrancada. Não é por falta do que fazer, não é por falta de companhia, o tédio simplesmente se implantou em mim.
Hilário, um final de semana é sagrado, são os nossos dias. Temos um pouco mais de vinte e quatro horas de diversão, este templo claro descontado nas horas em que ficamos dormindo. Então, eis que aparece o tédio, desnecessário. O tédio faz qualquer situação ficar ruim, o lugar perde seus encantos e as pessoas o interesse.
Dominador, envolvente assim é como ele se comporta, e sem que percebamos, se instaura em nosso interior e modifica tudo aqui dentro. Esse sentimento humano que exalta a falta de estímulo, a sensação de que o tempo não passa é enorme, será isso excesso de tempo livre ou de extrema depressão? Tédio.
Vazio, agora é o momento em que nada se faz necessário, é a partir daí que as atividades são esquecidas e já não faz mais diferença em entre comer e ir ao banheiro, de ver um filme ou ler um livro, desde que claro estas sejam puramente descartadas por ele, mais uma vez o tédio.
Frustração, incertezas, inerência, incapacidade, insatisfação, por fim infelicidade. Os ins tomaram conta do corpo, já não reage, e ali deitado fica por horas. O turbilhão de pensamentos dentro da cabeça não para, o corpo parece perdido e não responde. O que era dia vai se tornando noite e por ali o corpo continua alienado, complexado, com fome me levanto e vou comer, já é hora de dormir.

Gustavo Freitas

domingo, 4 de novembro de 2012

Serei ser


É fácil admirar,
e mais fácil ainda gargalhar.
É muito bom ser amado,
e ter de tomar a forma.
Fazer-se a partir de um molde,
moldar-se a partir de um singelo.
Tornar-se um corpo de carne,
eu queria ser o filho.
Eu queria ser o amado,
o singelo romântico,
o passo mais simples,
a subida menos íngreme.

Gustavo Freitas